... may our thoughts never be against our feelings...

sexta-feira, abril 29, 2005

...



A felicidade não se obtém quando se quer,

apenas quando se pode.

sentido por Ninagasol às 11:47 da manhã | |

segunda-feira, abril 25, 2005

Cor na tela


Só a cor ainda escorria

Como se fosse um fio de sangue
E na tela que pedia
Para que fosse pintada
Apenas a marca duma dor
Ficou nela marcada
Os tons pastel perderam-se
Da pintura inicial
Numa amálgama de cores
Onde o pôr do sol deixou de ser
O objectivo final
E na tela que pedia
Para que fosse pintada
Ficou a tinta
Que ainda escorria
E os traços a cor encarnada
Duma alma que morria…

25 Abril 2005
Nina
sentido por Ninagasol às 7:37 da tarde | |

sexta-feira, abril 22, 2005

Fim de tarde

Agora suavemente,
A morte chama de longe
Reclama permanentemente
Por aquele que se esconde.

Suaves vistas, brisas, sonhos
Que me revestem neste fim de tarde
Duros pensamentos, entre muros
Que se escondem lá…
No meio, no escuro, cá…
…Onde ainda arde.
sentido por I Am No One às 3:15 da tarde | |

...Sempre que danço ouço músicas tristes…

Não recordo vez alguma em que aos meus ouvidos chegasse algo que a mente processasse como inteiramente positivo…

(De salientar ao estimado leitor que são escassas as memorias que guardo da infância…)
sentido por I Am No One às 2:54 da tarde | |

quinta-feira, abril 21, 2005

Breves

Eu sou aquele que num comboio cheio de gente olho fixamente para a janela em direcção aos carris…

Por mais que voltas dê continuo sem saber viver…

São dois os pontos que menos gosto em mim:

.1 Eu
.2 O meu reflexo.


Ele há dias assim
sentido por I Am No One às 11:55 da manhã | |

quarta-feira, abril 20, 2005

Voar


Foi de manhã, bem cedo

Que eu devagar e a medo
Abri as asas
E voei…
Não sei por onde passas
Mas procurei
A essência do que és
A lembrança de te ter
Passei por mares e luas
Toquei em várias mãos
Mas que não eram as tuas
Senti o cansaço no vento
E a angústia de não te olhar
Mas continuei
… a voar
Pois não posso matar um sentimento
E porque preciso de te encontrar…

18 Abril 2005
Nina
sentido por Ninagasol às 11:19 da manhã | |

terça-feira, abril 19, 2005

"Gravity"

Honey
It's been a long time coming
And I can't stop now
Such a long time running
And I can't stop now
Do you hear my heart beating?
Can you hear the sound?
'Cos I can't help thinking
And I don't look down...

And then I looked up at the sun and I could see
Oh, the way that gravity turns for you and me
And then I looked up at the sky and saw the sun
And the way that gravity pulls on everyone
On everyone...

Baby, it's been a long time waiting
Such a long long time
And I can't stop smiling
No, I can't stop now
Do you hear my heart beating?
Oh, can you hear that sound?
'Cos I can't help crying
And I won't look down...

And then I looked up at the sun and I could see
Oh, the way that gravity turns on you and me
And then I looked up at the sun and saw the sky
And the way that gravity pulls on you and I
On you and I...
("Gravity" - Embrace)

Dedicado a alguém, magicamente especial... I miss you
sentido por Ninagasol às 1:17 da tarde | |

segunda-feira, abril 18, 2005

A morte desenha-se com traços finos e diz-se com um tom abafado


Os gritos mudos
De um medo ainda escondido
Mais parecem os uivos
De um lobo perdido

Ensurdecem,
esses gritos
Enlouquecem,
estes pensamentos
De morte,
sempre negros
De movimentos,
sempre presos.

A esquizofrenia de momento,
Minha maneira de viver
E a tristeza e o tormento
De um ‘não saber’
Mais que ninguém...
Menos que alguém...
sentido por I Am No One às 2:58 da tarde | |

Se...

Se tu pudesses
Encontrar
Se eu soubesse
Como amar
Se tu ao menos conseguisses
Caminhar
Se eu ao menos quisesse
Esperar
Se pelo menos tu alcançasses
O meu olhar
Se pelo menos eu abraçasse
O teu vibrar
E se eu pudesse chorar aqui
Voltava a escrever o que escrevi

18 Abril 2005
Nina
sentido por Ninagasol às 12:26 da manhã | |

sexta-feira, abril 15, 2005

Algures entre o sangue que sai e os espasmos que o corpo sente...

O rumor nasceu

Lugares áridos
Em que as luzes escasseiam
por tempos esquecidos
Almas perdidas vagueiam.

Um jovem morreu

As ruínas de um jovem
Desenhadas em carvão
Substituídas pelas de um homem
Gastas pela erosão.

E as memórias que não desvanecem

Em cada noite procura
Algo onde se prender
Em cada dia encontra
Mais uma razão para se perder.

Em monólogo permanecem.
sentido por I Am No One às 10:29 da manhã | |

quarta-feira, abril 13, 2005

Mãos

O dia nasceu nocturno
A alma arrastou-se calada
O corpo elevou-se para o nada
Apenas as mãos se abriram
E apalparam o ar
Numa tentativa desesperada
De ali estares e de te tocar
E com a esperança amarrada
Percorreram o vazio
Tactearam a imensidão
Num desejo inalcançável
De irem ao encontro
Do calor da tua mão
Mas o dia chamou a noite
E as horas foram matando
A necessidade de encontrar
Nas minhas mãos, as tuas mãos
Adormeci então, a rezar
Para que um novo dia surgisse
E eu pudesse ser acordada
Não no meio da solidão
Mas a ser totalmente amada
Apenas pelo toque da tua mão…

13 Abril 2005
Nina
sentido por Ninagasol às 11:17 da manhã | |

sexta-feira, abril 08, 2005

Escurece o interior, à medida que a sombra do dia avança

Pensamentos errantes
Devaneios de louco
gestos penetrantes
que souberam a pouco

Escurece, e a sombra avança
percorre todos os recantos
indomável na sua dança
não se padece com prantos

Estende o seu manto,
Nas sombras, a morte
Epilépticos gestos
Que libertam os restos
De um corpo que tanto
Lutou pela sorte.

A sorte não é para todos, creio
Nem sei se alguma vez me terá sido destinada
Os golpes penetrantes mostram
Os sonhos agonizantes confirmam
Um fim que por vezes anseio
Em noites de sombra encantada.
sentido por I Am No One às 2:59 da tarde | |

Não me olhes assim


Não, não me olhes assim

Tenta sentir o que não mostro de mim
Pincela-me em tons de pastel
Arranha-me com carinho a pele
Rasga-me as veias da emoção
Aquece-me a tentação
E vai-te embora no fim
Não me digas nada
Nem me olhes assim…

8 Abril 2005
Nina
sentido por Ninagasol às 12:27 da tarde | |

terça-feira, abril 05, 2005

O fumo baço de um cigarro, agora aceso,
perde-se na sala de onde vos escrevo

Dói o pensar

As lembranças de tempos idos
Assaltam-me a memória.
Entre ruas e mulheres de vestidos,
Imagens várias sem divisórias
Irrompem violentamente
Acordando os sentidos.
Deste corpo dormente
Cheio de feridas
Saem pensamentos em torrente
Quedam-se insanas premissas

É tempo de morrer
É tempo de parar
É tempo de sofrer
É tempo de lembrar

Os cortes,
As marcas,
As sortes,
As arcas,

Onde tudo se esconde,
Sem nunca se revelar
De onde tudo irrompe
Sem ninguém esperar.
sentido por I Am No One às 10:10 da manhã | |

segunda-feira, abril 04, 2005

Procura inacabada


Porque me sinto assim?
Como se andasse parada
Como se te procurasse
Cada vez mais calada
Como saberei de ti?
Se ainda procuro por mim
A melhor parte que sou
Mas que anda separada
Sei que me sentes
Mas que não me conheces
Para que anseio que tentes?
Quando sei que não consegues
E nesta procura que não comando
Em que julgo que sou e que vou
Mas que nem sequer ando
Peço num sussurro à lua
Que me ilumine a estrada
E me mostre mais além
Pois todos fazemos uma caminhada
Porque todos procuramos alguém…

É a ti que quero
Como te encontro, enquanto espero?

4 Abril 2005
Nina

sentido por Ninagasol às 5:37 da tarde | |